Apologia à Série Protótipo
A Protótipo não é a única, mas é a melhor!
Por Mestre DeROSE

O Método DeROSE possui uma grande variedade de técnicas e de recursos didáticos. Sua prática principal, ashtánga sádhana, possui seis níveis. De um desses níveis, o ády ashtánga sádhana, nosso acervo contém centenas de séries específicas.
Não obstante, há uma que tem a eficiência digna de destaque especial. É a Série Protótipo. Embora esteja formatada como um ády ashtánga sádhana, que é a prática de iniciantes, tem um poder tão notável que sozinha é capaz de conduzir o praticante aos píncaros da auto-superação e da evolução interior, sem mencionar o volume de efeitos colaterais sobre o corpo e a saúde que tal prática precipita.
A história da Série Protótipo
Declaramos que ela é meio mágica pela maneira com que foi concebida. Em 1964, um aluno que ia sair de férias e não queria perder aulas pediu-nos para gravar-lhe uma prática. Na época não havia cassettes e os gravadores eram de rolo. Numa das aulas normais, pusemos o gravador a registrar as instruções e no horário seguinte colocamos a fita a reproduzir para testá-la. Pedimos aos praticantes que tentassem fazer os exercícios somente pela indução gravada a fim de conferirmos se estava compreensível.
O resultado foi que não apenas compreenderam como gostaram e pediram todos uma cópia. Começamos assim a fornecer a primeira aula gravada na História do Yôga. Antes havia apenas gravações com relaxamentos, mas não de uma prática completa, com ásanas e tudo o mais.
Alguns horários eram inviáveis para darmos classes ao vivo, então colocamos à disposição dos interessados turmas que funcionariam somente com a gravação. A experiência foi muito bem sucedida. Tanto assim que os inscritos nesses horários começaram a manifestar resultados surpreendentes.
Anos depois, ao analisar o conteúdo da gravação ficamos admirados, pois continha elementos que não foram postos lá conscientemente. A série compreendia oito partes: mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana, yôganidrá, samyama; continha 84 exercícios executáveis com ritmo tranqüilo em 55 minutos.
O que é a Série Protótipo
É chamada protótipo por ser o modelo, a prática básica do método.
Trata-se de um sistema sintético, compreendendo a transmissão do ensinamento simultaneamente com a execução, de forma contínua, produzindo um encadeamento entre os exercícios de tal maneira que o yôgin não pára de executar a fim de passar para outra posição, mas evolui um ásana, fazendo com que ele termine no seguinte.
Graças a esse harmonioso katá é possível executar os oito angas (com 84 exercícios) desta seqüência em 55 minutos, sem pressa. À medida que o praticante vai-se adiantando, recebe, ou melhor, percebe gradativamente novos ensinamentos que sempre estiveram ali, mas que a sua evolução não permitia notar ou assimilar de início.
A Série é adaptável a cada praticante
A Série Protótipo não é rígida, mas, pelo contrário, extremamente flexível, permitindo formar um número infinito de práticas diferentes. É emocionante assistir a uma Protótipo executada por um grupo veterano. Cada qual faz seus exercícios absolutamente distintos dos demais. A gravação transmite ao praticante todas as instruções.
Baseando-se no subcapítulo Sistematização dos Nomes dos Ásanas o praticante poderá substituir vários exercícios e até suprimir uns e acrescentar outros, sem alterar o balanceamento da série e sem correr o risco de algum equívoco.
Como se desenvolve a série
Se você leu apressadamente os capítulos que explicam em detalhe cada anga, sua função e sua técnica; se não entendeu; ou se já faz muito tempo que passou os olhos por eles, vale a pena consultá-los de novo.
A Série inicia-se por um recolhimento, aniquilador de tensões que desliga o praticante do mundo exterior e concentra suas energias. São os dois primeiros angas, mudrá e pújá. Estes dois constituem a abertura da prática e contribuem para isolar o yôgin das atribulações, bem como para conectá-lo aos arquétipos do inconsciente coletivo ou registro akáshico.
O terceiro e quarto angas são mantra e pránáyáma. Mantra, no ády ashtánga sádhana, tem a função essencial de desobstruir as nádís ou canais por onde o prána, a energia vital, deverá fluir no anga seguinte, pránáyáma. O iniciante costuma chegar com as nádís esclerosadas pelos maus hábitos alimentares e por experimentar emoções pesadas. Se não desobstruir a passagem da energia, pouco proveito terá com a execução de respiratórios. Assim, os tipos de Yôga que propõem a prática de pránáyáma sem a desobstrução prévia das nádís por meio dos mantras podem prejudicar os efeitos dos respiratórios e, eventualmente, causar danos ao sistema pránico.
O próximo par de técnicas é formado pelo quinto e sexto angas, kriyá e ásana. Novamente, o primeiro limpa para que o segundo atue. O kriyá promove uma purificação dos órgãos internos para que o ásana possa atuar no desenvolvimento dos efeitos que lhes são característicos. Sem a execução prévia dos kriyás, as técnicas corporais ficam com seus benefícios comprometidos. Mesmo com os kriyás, os efeitos dos ásanas permanecem apenas potenciais e não se manifestam em sua plenitude sem a descontração proporcionada pelo próximo anga.
Em seguida, executa-se yôganidrá, técnica de descontração, que permitirá a plena manifestação de tudo o que foi potencializado pelos ásanas. O yôganidrá também prepara o yôgin para experiências mais profundas no futuro, tais como projeções do corpo psíquico.
Finalmente, no oitavo anga, a prática é coroada com um exercício que visa a ampliar a lucidez e conquistar o autoconhecimento. Depois de alcançar o maior potencial de saúde e energia, graças à execução de sete feixes de técnicas (mudrá, pújá, mantra, pránáyáma, kriyá, ásana e yôganidrá), o praticante alcançou acumulativamente a condição ideal para o sucesso na meditação. Por isso, muita gente que tentava meditar sem conseguir grande coisa, ao experimentar o Swásthya Yôga foi surpreendida com uma poderosa eclosão já nas primeiras práticas. Intentar a meditação sem a infra-estrutura dos sete conjuntos de técnicas citados nos parágrafos precedentes, resulta inócuo na maior parte das vezes e, noutros casos, pode resultar em graves distúrbios psíquicos.
No final, a série se bifurca
Depois das posições em decúbito frontal, a prática se divide em dois níveis. Quando executam o váyútkásana, os praticantes mais adiantados tocam com os joelhos no solo à frente e passam para as técnicas mais avançadas, tais como kakásana, mayúrásana, vrishkásana, sirshásana. Os demais, sentam-se e deitam para trás, passando às invertidas sobre os ombros e suas compensações. Dessa forma, além das possibilidades já mencionadas de cada praticante adaptar a série ao seu bel prazer, agora também ocorre uma explícita proposta de ajustar a prática ao adiantamento de cada um.
Bisagem de cada exercício
Em quase toda a série ocorre uma bisagem do exercício anterior mediante um exercício sinônimo logo em seguida. Trata-se de uma técnica ligeiramente diferente, mas com semelhanças de execução e de efeitos, inclusive atuando de maneira mais diversificada, global, solicitando um maior número de músculos, articulações, nervos, órgãos, glândulas e plexos.
Outra vantagem desse procedimento é que se o praticante atrasar-se numa execução ou se preferir permanecer até o dobro do tempo destinado a cada técnica, não perderá nada. Poderá simplesmente executar um e saltar outro e, não obstante, preservará o balanceamento. Se achar que a velocidade da locução é muita ou pouca, adaptará o ritmo a si mesmo.
Complemente estas informações com as do quadro sinótico das categorias de exercícios no subcapítulo Sistematização dos Nomes dos Ásanas.
Resumo seletivo da Série Protótipo
1. gestos reflexológicos – 3
2. vocalizações – extroversão e introversão – 2
3. respiratórios – vitalização e domínio do inconsciente – 3
4. contrações – plexos e glândulas – 4
5. purificações e exercícios visuais – mucosas e órgãos internos – 5
6. técnica corporal – músculos, articulações, coluna, órgãos vitais – 54
7. relaxamentos – descontração muscular e nervosa – 12
8. concentração e meditação – superconsciência e autoconhecimento – 1
Item 6 - técnicas corporais
Primeiro critério seletivo:
1. em pé – 25
2. sentadas – 19
3. deitadas – 9
4. invertidas – 1
total 54
Segundo critério seletivo:
1. equilíbrio – 3
2. anteflexão – 19
3. retroflexão – 9
4. lateroflexão – 5
5. torção – 3
6. tração – 5
7. musculares – 10
total 54
Para saber mais acesse www.metododerose.org






