ODE À ROTINA Por Daniel De Nardi …

ODE À ROTINA

Por Daniel De Nardi

Pobre coitada da rotina, tão criticada, evitada e desprezada. Esse tipo de adjetivo é fruto de uma condição da mente humana que aspira por tudo à diversidade. Deseja por tudo manter-se alimentada de dispersão. O que nosso psiquismo quer são pensamentos diversificados para que se mantenha nossa natural instabilidade. No entanto a satisfação completa acompanhada de desenvolvimento e evolução caminha na outra direção. É justamente na estabilidade que está o segredo do sucesso e da realização pessoal.

Claro que precisamos, vez por outra variar e ter experiências diferentes. O problema é quando isso se torna uma regra. A próxima sensação terá que ser sempre mais forte e superar a anterior. Assim que a falta de diversidade entediar a pessoa, ela vai buscar um degrau mais alto de satisfação. Deixará, no entanto de explorar suas potencialidades, estará sempre diversificando o que a tornará superficial em todas as áreas.

Fazer as mesmas coisas é uma oportunidade única de nos aprimorarmos. Essa é a maior de todas as satisfações. Temos, com a rotina, a possibilidade de desenvolver potencialidades muito profundas que só a repetição poderá alcançar.

A excelência só advém com a repetição. É o treino que faz o gênio. O tédio só vai surgir se o sentido de aprimoramento constante e auto-superação não forem trabalhados. Caso contrário temos na constância desafios cada vez maiores e profundos.

Não deixe de agradecer cada segunda-feira, ela pode ser o começo de uma nova vida. Uma oportunidade ímpar para iniciar tudo com a vantagem de termos a experiência acumulada até a semana anterior. Saiba que se você tiver ambição, as ações serão as mesmas, mas os desafios internos cada vez maiores e mais complexos de serem vencidos.

O antigo sistema filosófico do Hinduísmo…

O antigo sistema filosófico do Hinduísmo possui uma tradição chamada nyása, na qual os praticantes da técnica buscam gerar a mais perfeita identificação com intuito de adquirir as características dos arquétipos. O nyása pode ser feito, com um tigre por exemplo para desenvolver sua coragem, ou com uma pedra para adquirir sua estabilidade ou ainda com alguém que possui uma característica que você queira desenvolver.
Se esta tradição fosse trazida para os esportes, as artes, a música e o trabalho, com certeza melhoraria o desempenho pois despertaria dentro de nós aquilo que nossos heróis viventes já tem desenvolvido. Imagine o quanto um violinista melhoraria sua apresentação se minutos antes dela fizesse um exercício no qual ele busca a máxima identificação com seu ídolo deste instrumento, admirando-o, agradecendo-o e despertando dentro de si algo que o ídolo já tem bem desenvolvido. Sem perder sua individualidade ele faria uma apresentação deslumbrante.
Abaixo temos um vídeo, no qual o nyása certamente foi aplicado.

#WillianKentridge é um artista sul a…

#WillianKentridge é um artista sul africano que faz da simplicidade a sua arma para a sofisticação. Pintando principalmente com carvão, Wiilian cria a partir dessa peça simples, sofisticadas animações e video-artes brilhantes. A #Pinacoteca apresenta neste mês uma grande exposição do artista e, para quem quiser conhecer um pouco do seu trabalho, o livro de sua retrospectiva está na nossa sala de convivência. Confira! #DicasCulturais #Arte #VideoArte #Animacao #PinturasEmCarvao