Vários problemas, uma única solução Por…

Vários problemas, uma única solução
Por Daniel De Nardi

Shiva, o todo-poderoso deus hindu, aparece em uma das suas representações mais conhecidas, a Natarája, dançando. Enquanto baila, com um dos pés subjuga um pequeno demônio. Vale lembrar que esse bailarino um dia viveu e morreu no Noroeste da Índia e por toda a sua contribuição para a cultura local passou à mitologia como uma divindade.
O aspecto do mal no qual ele pisa, está representando o maior de todos os adversários humanos na visão indiana. Esse pequeno monstrengo se chama em sânscrito – antiga língua indiana que influenciou praticamente todos os idiomas ocidentais – Avidya. O nome prove da palavra vidya, que significa conhecimento, sabedoria. Como a letra A aparece antes, e assim como no português pode representar uma partícula de negação, temos como o maior desafiante humano o não-conhecimento ou a ignorância.
Mas que tipo de ignorância é essa que vencida por Shiva o tornou sublime a tudo?
Qualquer tipo de desconhecimento é prejudicial, mas como não podemos ter toda a informação do mundo, isso sim seria prejudicial, ele se concentrou no ponto mais existencial e importante para a vida, o conhecimento daquilo que realmente somos.
Ele conseguiu discernir que por trás de tudo o que vemos, sentimos e pensamos há uma consciência e que ela é que é o nosso verdadeiro EU. No entanto, como estamos muito envolvidos com nosso ego, pensamentos e emoções, acabamos por achar que é isso que somos, e é essa a mais profunda ignorância humana.
Quando o ser humano se conhecer melhor boa parte dos problemas que existem hoje na terra desaparecerão. Quando nos conhecermos mais passaremos a cuidar mais dos nossos hábitos e com isto melhoraremos nossa saúde. Nos certificaremos que ajudando outras pessoas a se descobrirem, estaremos ampliando não apenas a felicidade delas, mas a nossa também . Quando aprendermos sobre nossa total ligação com a natureza, o homem parará de destruí-la, pois terá consciência de que nós somos parte dela e ela de nós. O grande desafio do próximo milênio é o reconhecimento da verdadeira essência que somos, conseguiremos isto através de tecnologias da consciência.
No entanto, acredito que cada um deva buscar a sua forma de se aprimorar e ser cada vez mais o que verdadeiramente é.

O Método DeRose é uma proposta de life…

O Método DeRose é uma proposta de life style coaching com ênfase em boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma. Algumas das nossas ferramentas são a reeducação respi­ratória, a administração do stress, as técnicas orgânicas que melhoram o tônus muscular e a flexibilidade, procedimentos para o aprimora­mento da descontração emocional e da concen­tração mental. Tudo isso, em última instância, visando à expansão da lucidez e ao autoconhe­cimento.

O Método DeRose é uma proposta de life…

O Método DeRose é uma proposta de life style coaching com ênfase em boa qualidade de vida, boas maneiras, boas relações humanas, boa cultura, boa alimentação e boa forma. Algumas das nossas ferramentas são a reeducação respi­ratória, a administração do stress, as técnicas orgânicas que melhoram o tônus muscular e a flexibilidade, procedimentos para o aprimora­mento da descontração emocional e da concen­tração mental. Tudo isso, em última instância, visando à expansão da lucidez e ao autoconhe­cimento.

Contradição seja bem-vinda! Por Daniel…

Contradição seja bem-vinda!

Por Daniel De Nardi

Toda vez que uma contradição às nossas opiniões aparece, nosso primeiro instinto não é entender o outro lado, mas rebater com a máxima veemência, pois se a outra opinião prevalecer sairemos derrotados. Repare que a estrutura do pensamento está repleta de dualidades “minha opinião”, “prevalecer”, “derrotados”. No inconsciente é assim que sentimos, infelizmente.

A conseqüência disso é o baixo aprendizado e a falta de consciência de que pode haver uma ideia que é melhor que a sua e que a do outro também, um insight que transcenda essa dualidade e que seja mais abrangente que as duas. Jamais devemos criar esse bloqueio em relação às contradições, o que elas fazem é melhorar nossa forma de expor nossos pensamentos e fortalecer nossas convicções.

Para conseguirmos tal nível de aprendizado é preciso que, antes de qualquer coisa, aprendamos a ouvir com sinceridade. Escutar com empatia, com o coração, sem julgar, apenas absorvendo o conhecimento e colocando-se realmente no lugar da outra pessoa. Tente entender profundamente e perceber o motivo mais profundo pelo qual a pessoa apresenta aquela colocação. Nem sempre ela está contra, às vezes apenas não soube se expressar ou você não se explicou bem.

Esse tipo de audição profunda possibilita que os pensamentos e sentimentos das outras pessoas penetrem profundamente o nosso ser. No entanto, para ouvirmos dessa maneira é necessário que estejamos fortalecidos internamente. É importante que você tenha muito claro quais são os princípios que vêm da sua mais profunda consciência. Esses pontos não podem mais estar vulneráveis, caso contrário o tornarão totalmente suscetível a influências externas. Você se tornará altamente instável e logo em seguida infeliz. Por isso necessitamos de amadurecimento interno, conquistando através do autoconhecimento a consciência do que realmente são princípios imutáveis para nós nessa vida, e desses jamais devemos abrir mão.

Contradições devem sempre ser bem vindas, elas nos possibilitam ver o mundo sob outro prisma de uma forma que pode estar acima da sua maneira. Podem ainda gerar união de opiniões que levarão uma ideia sublime a muitas pessoas. Opiniões contrárias às nossas jamais podem gerar melindres ou desagrados em nós, elas fazem parte da vida e ainda bem que nem todos pensam igual, caso contrário qual seria a graça do mundo?

A transcendência da dualidade é um grande desfio humano. Conquistar a capacidade de ouvir opiniões e não julgá-las, mas apenas entendê-las é um dos maiores conhecimentos que podemos ter na vida. Disso resultará uma abrangente visão do mundo e uma capacidade de aprender com todas as situações, sejam elas “boas ou ruins”.